EMPATIA
Em
ti me escuto, para ganhar-me;
Em
ti me vejo, para deter-me;
Em
ti me guardo, para sentir-me;
Em
ti me encontro,
para provar-me.
para provar-me.
(Wilson
Alvarenga Borges,
“Flor
de Extremos”)
A causa que à tua dor dá voz,
O fato em si, a coisa que te aflige
Não vem à minha mente, quando a
sós:
Nenhuma dor igual, tua dor me inflige!
Tampouco me
impressiona o teu algoz,
Por tétrica que seja a sua efígie,
Por mais que sua barbárie seja atroz,
Por mais que de tua dor se regozije.
Mas, medo, solidão, raiva, que, após
Tu me chamares, mostras (o que exige
De mim unir-me a ti num grande nós,
Um nós que o tu e o eu
de antes corrige) –
Teu sentimento!? Sim, essa é a foz
Do rio a que minh’alma se dirige.
Marco
A. Oliveira - 2004
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